ALENTEJO,
QUE INSPIROU
“OS LUSÍADAS”.

Alentejo que literalmente é formado pelas palavras “além Tejo”, é o lugar que fica ao sul das margens de um dos principais rios do país: o Tejo, que banha Lisboa e desemboca no Atlântico, que foi personagem de tantos poemas e lar das famosas tágides (ninfas idealizadas por Camões, para quem pediu inspiração para escrever “Os Lusíadas”).

A maior região geopolítica portuguesa, é também o maior produtor de vinhos do país com uma fatia de 40% do mercado.

ALENTEJO, TERRAS RICAS E PRODUTIVAS ONDE A MODERNIDADE SE ALIA À TRADIÇÃO PRODUZINDO  VINHOS DE MUITA QUALIDADE EM DIVERSOS ESTILOS.


A região de Alentejo possui altas temperaturas e pouca chuva, que dão características específicas para o vinho ali produzido. Com a associação ao mercado comum europeu a partir dos anos 80, a região recebeu grandes investimentos e com isso veio a modernização e incremento de qualidade e produção. Esse aporte, aliado à tradição vinhateira, resulta em vinhos de qualidade que conquistaram o mundo, em especial o Brasil.

Cerca de 280 vinícolas são responsáveis por produzir vinhos tintos (74% da produção) refinados, de boa estrutura e frutados, nos mais diversos estilos. Na produção de brancos (25% da produção), a região produz vinhos  de corpo médio e frescos, a maioria composta de blends.

Rústica, charmosa e com paisagens marcantes:
assim é a região de Alentejo.

A região nos surpreende com a sua capacidade de elaborar vinhos únicos, distintos e diferenciados nas mais diversas faixas de preço, de vinhos de entrada a vinhos de exceção e reflexão, entre os melhores de Portugal.

Essa enorme área se tornou umas das mais importantes produtoras de vinho nos últimos anos tendo alcançado seu reconhecimento na década de 80. Isso, graças ao avanço da viticultura e dos processos de vinificação, aliados à tradição vinhateira da região.

AS UVAS E
OS VINHOS
DO ALENTEJO

O clima e as características orográficas particulares desta região garantem vinhos singulares e de qualidade inquestionável. Vinhos cheios, com forte exuberância aromática e boa capacidade de envelhecimento. 

Falemos um pouco das principais CASTAS produzidas nesta região.

CASTAS BRANCAS

ANTÃO VAZ

uva ANTÃO VAZ é uma casta consensual, rústica mas bem adaptada ao clima quente da região. Por regra, dá origem a vinhos estruturados, firmes e encorpados. Os vinhos varietais apresentam aromas exuberantes, com notas de fruta tropical madura, toques minerais, estruturados e densos no corpo. Por muitas vezes aparece em blends com a uva Arinto que aporta uma dose extra de acidez.

ARINTO

A casta ARINTO é uma das castas nativas mais antigas de Portugal, com uma longa tradição na região de Bucelas (DOC TEJO). Conhecida como Pedernã na região do Vinho Verde, tem na acidez fresca uma das suas principais características o que aporta maior capacidade de guarda aos vinhos. O aroma é relativamente discreto, com notas de maçã verde e limão.

FERNÃO PIRES

FERMÃO PIRES é uma das castas brancas mais plantadas em Portugal, se estende por todo o país, embora seja nas regiões do Tejo, Lisboa e Bairrada que assuma maior protagonismo e ali mais conhecida como Maria Gomes.

Por regra, os vinhos de Fernão-Pires devem ser bebidos jovens. Sensível às geadas, prefere os solos férteis, de clima temperado ou quente. Os descritores aromáticos que lhe estão associados alternam entre a lima, limão, ervas aromáticas, rosa, tangerina e laranjeira.

CASTAS TINTAS

ARAGONEZ

A UVA ARAGONEZ, como é chamada no Alentejo, também é conhecida por Tempranillo na Espanha onde é considerada a mais importante casta. Também é conhecida por Tinta Roriz nas regiões do Douro e Dão, em Portugal. Seus cachos são grandes e longos e seu cultivo é feito em áreas de solos profundos, sem muita água disponível, pois umidade em excesso reduz drasticamente a qualidade desta uva, utilizada comumente em cortes e também em tintos varietais.

TRINCADEIRA

UVA TRINCADEIRA é uma cepa autóctone portuguesa. Quando a variedade atinge o seu melhor, dá vida a excelentes vinhos, elegantes e equilibrados, com acidez média, taninos macios e grande intensidade aromática, evidenciando principalmente frutas e flores, também pimenta e especiarias, além de terem ótimo potencial para amadurecimento em carvalho. 

Conhecida por produzir vinhos carregados de personalidade, essa variedade é produzida especialmente nas áreas mais quentes do país, como na região do Alentejo, no Douro (onde é conhecida como Tinta Amarela) e no Ribatejo

ALICANTE BOUCHET

O palco da uva tinta ALICANTE BOUCHET é, sem dúvidas, a região de Alentejo, em Portugal, onde a casta faz cada vez mais sucesso, tanto em cortes como em varietais. A variedade é utilizada para adicionar corpo e estrutura aos rótulos produzidos na região.

A casta, de taninos abundantes, proporciona boa capacidade de guarda. Produz vinhos tintos escuros e profundos, e com notas que remetem a especiarias, como canela e pimenta. .

OS VINHOS
DO ALENTEJO

O clima e as características orográficas particulares desta região garantem vinhos singulares e de qualidade inquestionável.
Vinhos cheios, com forte exuberância aromática e boa capacidade de envelhecimento. As principais castas brancas produzidas nesta região são Antão Vaz, Arinto, Fernão Pires e Roupeiro. Em relação às tintas, assumem maior expressão as castas Alfrocheiro, Alicante Bouschet, Aragonez, Cabernet Sauvignon, Castelão, Syrah, Touriga Nacional e Trincadeira.

VINHO DE QUALIDADE PRODUZIDO EM REGIÃO DETERMINADA

A DOC Alentejo possui cerca de 22.000 hectares de vinhas, o que corresponde a cerca de 13% do total da área vinícola do país porém é a região líder no mercado nacional, tanto ao nível da quota de mercado em volume (37%), como em valor (40%), na categoria de vinhos engarrafados de qualidade com classificação DOC e IG. A região é composta de oito zonas produtoras; Portalegre, Borba, Redondo, Reguengos, Vidigueira e Évora sendo as principais, mais Granja/Amareleja e Moura. Vinhos produzidos fora dessas zonas, são classificados como Vinho  Regional Alentejano

MAS, O QUE TORNA ESSA REGIÃO TÃO EXCEPCIONAL?

A RAZÃO DO
SEU SUCESSO
PODE
SER FACILMENTE
ENCONTRADA EM
SEU TERROIR.

Cada uma dessas zonas produtivas (sub-regiões) traz grandes diferenças de terroirs com uma  diversidade de solo, altitudes (mesmo que baixas) e clima que aporta ao vinho características peculiares e únicas.

Os solos predominantes são de xisto, argila, mármore, granito e calcário possuindo uma capacidade de drenagem natural favorável, essencial à cultura de uvas . Sua variação climática anual, com sol forte e altas temperaturas no verão e frio seco no inverno, possibilitam a produção de uvas excelentes, com uma combinação natural de maturidade e frescor.

COMO É O TERROIR DOS VINHOS ALENTEJANOS?

São inúmeras as castas plantadas. Entre os vinhos brancos, a uva Antão Vaz, é a maior aposta da região, mas também outras uvas autóctones como as;  Arinto Fernão Pires e Roupeiro. Enquanto nas tintas, destacam-se Alicante Bouschet, Aragonês e Trincadeira.

As possibilidades de cortes (blends) são inúmeras, sendo blend mais habitual  nos tintos composto por Castelão, Alicante Bouschet, Aragonês e Trincadeira. Há, todavia, diversas outras uvas plantadas sendo possível encontrar vinhos elaborados com Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon e  Syrah entre outras. Com tamanha pluralidade a diversidade é a marca registrada dos Vinhos do Alentejo.

O enófilo pode desfrutar desde o rótulo mais simples até o mais complexo, de vinhos jovens e frescos a vinhos de guarda, os produtores locais esbanjam criatividade.

A diversidade encontrada nos vinhos tintos, pode também ser encontrada nos brancos onde as uvas tradicionais regionais e autóctones, se mesclam com uvas internacionais como a Chardonnay, a Riesling, a Semillon, a Viognier entre outras nacionais como a Alvarinho, a Encruzado, a Gouveio e a Viosinho, todas mais comuns ao norte de Portugal.

O QUE ESPERAR DOS VINHOS ALENTEJANOS?

As harmonizações

ENSOPADO DE BORREGO

Já ouviram falar de BORREGO, então, essa é mais uma iguaria da região. Aliás, a gastronomia portuguesa vai muito além do Bacalhau e aqui no Alentejo mais ainda. Borrego é como os portugueses chamam o Cordeiro e o ENSOPADO DE BORREGO é mais uma iguaria regional. Carne bem mais pesada que pede um vinho de igual porte, vinhos de maior envergadura e estrutura tânica. Qualquer prato de cordeiro, escolham a receita, certamente será ótima companhia para qualquer um de nossos dois indicados, o ARGILLA TINTO e o HERDADE PAÇO DO CONDE RESERVA TINTO, dois vinhos muito ricos.

CARNE DE PORCO
À ALENTEJANA

Uma delícia de prato pouco conhecido em terras brasilis e pouco divulgado é a CARNE DE PORCO À ALENTEJANA que leva batata e ameijoas (vongole), uma verdadeira iguaria. A CARNE DE PORCO PRETO ALENTEJANA é famosa, porém não aparece por aqui então, na ausência, qualquer carne de porco será válida. Como sugestão, que tal um picadinho de carne de porco? Aqui já precisamos de um pouco mais de estrutura no vinho que deverá ser tinto, um BOJADOR TINTO ou HERDADE PAÇO DO CONDE TINTO, duas opções que irão harmonizar à perfeição.

POLVO Á LAGAREIRO

Eis algumas dicas e sugestões de pratos.
Polvo, uma iguaria regional, especialmente do sudeste alentejano que pode ser apresentado das mais diversas formas. Na cataplana, polvo à bolhão-pato, arroz de polvo, à lagareiro, salada de polvo, na frigideira com alho, frito, grelhado, salteado, polvo frito à ti carolino, de caldeirada, pataniscas de polvo, polvo empanado ou ainda polvo à pescador, as receitas e formas são muitas, mas nossa sugestão recai no arroz de polvo e no à Lagareiro que pode ser encontrado por aqui mais facilmente em restaurantes. Para os cozinheiros de plantão, a rede está repleta de receitas. Nossa sugestão de harmonização tem como premissa o POLVO Á LAGAREIRO e o prato se mostra muito versátil. Um bom branco de médio corpo e fresco ou um tinto de porte médio e taninos suaves.
De nosso portfolio, o BOJADOR BRANCO e o HERDADE DE ALBERNOAS TINTO.

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